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Itália atualiza aplicativo para incentivar doações de órgãos

Mais de 8 mil pessoas estão na fila de transplantes

Mais de 8 mil pessoas estão na fila de transplantes

Redazione Ansa

(ANSA) - A Associação Italiana de Doação de Órgãos, Tecidos e Células (Aido) apresentou durante sessão no Senado da Itália uma nova versão do aplicativo para doações de órgãos no país.

A partir de agora, todos os cidadãos poderão se cadastrar com um cartão de identidade eletrônica (Cie), além da assinatura digital e do sistema público de identidade digital.

O DigitalAIDO está em funcionamento há um ano e meio na Itália e já permitiu recolher 29.458 "sim" dos candidatos a doações de órgãos. No total, 16 mil, o equivalente a 55%, são jovens com menos de 30 anos.

A nova versão, que prevê a possibilidade de efetuar a manifestação de vontade também com o bilhete eletrônico, já arrecadou 750 "sim" nos primeiros nove dias em vigor. Desta vez, um terço dos cadastros são de jovens abaixo dos 30 anos.

Com o lançamento, a Aido registrou um aumento significativo nas escolhas via app, que passaram para 53% do total. "A Aido desempenha um papel essencial na Itália para promover a cultura do presente. Isso é essencial para diminuir a taxa de oposição que, em média, é de 30% na Itália. Também há discrepâncias entre as áreas do Norte e do Sul do país. Devemos continuar informando incessantemente", explicou Massimo Cardillo, diretor do Centro Nacional de Transplantes (CNT).

Em 31 de dezembro de 2022, apenas 26% dos cidadãos adultos na Itália expressaram sua opinião sobre o assunto da doação. De acordo com dados do CNT, mais de 8 mil pessoas esperam um transplante no país, mas um terço dos potenciais doadores rejeita a extração, enquanto 2 mil transplantes não são realizados todos os anos devido a oposição em se tornar um doador.

Ao todo, 5,8 mil cidadãos estão na lista de espera por um novo rim, mil por um fígado, 700 por coração, 300 por um pulmão, 200 por um pâncreas e cinco por um intestino. Todos os anos, cerca de 4 mil novos pacientes entram na lista e o tempo de espera, especialmente para casos não urgente, permanecem longos.

O país tem realizado centenas de iniciativas e milhares de apelos estão sendo promovidos nas redes sociais por instituições (o Ministério da Saúde e a Associação Nacional de Comunas Italianas), hospitais e empresas de saúde, prefeitos, personalidades da cultura e do entretenimento e voluntários de associações.

O objetivo é conscientizar os italianos a declarar explicitamente seu consentimento para a extração de órgãos após a morte, a fim de dar esperança aos cerca de 8 mil pacientes que atualmente precisam de um transplante.

"No ano passado, o Serviço Nacional de Saúde conseguiu realizar quase 4 mil transplantes, dos quais 125 são pediátricos, graças à contribuição de 1.830 doadores de órgãos, o maior número já registrado na Itália e a eles se juntaram 11 mil doadores de tecidos que permitiram outros 20 mil transplantes deste tipo", concluiu Cardillo. (ANSA).
   

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