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Partido apresenta projeto que revê regra de cidadania na Itália

Iniciativa propõe restrições para cidadania jus sanguinis

Tajani apresentou projeto em evento em Milão

Redazione Ansa

(ANSA) - O partido conservador Força Itália (FI), do vice-premiê e ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, apresentou neste sábado (5), em Milão, seu projeto de lei para alterar as regras de concessão de br/brasil/noticias/ultimo_momento/2024/10/02/partido-propoe-fortes-restricoes-para-cidadania-jus-sanguinis-na-italia_10c8784e-1e90-4753-a96a-beffb3f5b552.html">cidadania italiana.
    A iniciativa permite que cidadãos nascidos no exterior, mas com ascendência italiana, independentemente da geração, obtenham o reconhecimento da dupla cidadania, algo que já beneficiou dezenas de milhares de ítalo-descendentes, especialmente na América do Sul.
    Tajani explicou que todos dizem que "para ser italiano é preciso conhecer o italiano, a história italiana, a geografia, a constituição e a educação cívica" e é por isso que em sua proposta "Ius Italiae" ['direito italiano', em tradução livre], "depois de 10 anos de escolaridade obrigatória concluída com sucesso, você pode se tornar um cidadão italiano".
    O projeto também prevê que "o estrangeiro nascido na Itália ou o estrangeiro que chega no país até os cinco anos de idade, que resida continuamente por 10 anos no território e frequenta e passa nas aulas obrigatórias pode obter a cidadania italiana aos 16 anos.
    "Desde que seja menor, o pedido deverá ser feito por um dos pais. Caso o pai não exerça esse direito, o filho poderá solicitar a cidadania ao completar 18 anos", acrescenta o texto.
    Segundo o chanceler italiano, a proposta "Ius Italiae" foi enviada aos dirigentes dos grupos na Câmara e no Senado dos partidos Liga, do vice-premiê Matteo Salvini; Irmãos da Itália, da premiê Giorgia Meloni; e Nós Moderados para que seja avaliada.
    "Apresentaremos este projeto de lei 'Ius Italiae' à Câmara e ao Senado, mas antes disso falaremos sobre ele com nossos aliados", garantiu.
    No entanto, apesar de o FI fazer parte do governo, seus aliados já se posicionaram contra a reforma, que, por outro lado, contaria com apoio da oposição. (ANSA).
   

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