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Centro de tortura na Argentina vira Patrimônio Mundial da Unesco

Redazione Ansa

(ANSA) - O Museu da Memória de Buenos Aires, inaugurado na antiga Escola de Mecânica Naval (Esma), local emblemático de tortura durante a ditadura argentina (1976-1983), foi incluído nesta terça-feira (19) na lista de Patrimônio Mundial da Unesco.

A decisão foi tomada durante a 45ª assembleia do comitê da organização em Riad, na Arábia Saudita.

"O comitê da Unesco decidiu aceitar o pedido feito pelas autoridades argentinas e associações de direitos humanos em relação ao Museu da Memória da antiga Esma, incluindo-o assim entre os monumentos e áreas protegidas pela organização no mundo", informou a agência de notícias Telam.

Em um vídeo divulgado a partir de Nova York, onde participa da Assembleia Geral da ONU, o presidente da Argentina, Alberto Fernández, celebrou o anúncio, ressaltando que a decisão da Unesco dá "tranquilidade" para que "ninguém na Argentina possa negar ou esquecer o horror ali vivido".

As negociações com a Unesco para alcançar o reconhecimento começaram em 2015, continuando em 2017 com a notícia de que o Museu Esma, fundado em 2015, tinha sido inscrito na lista provisória do Centro do Patrimônio Mundial, de onde foi transferido para lista permanente de monumentos e de áreas protegidas.

Depois de ter funcionado como escola para alunos oficiais da Marinha Argentina, a Esma foi transformada desde o primeiro dia do golpe de Estado, 24 de março de 1976, em um centro de detenção e tortura, por onde passaram pelo menos 5 mil pessoas, e como um local de onde partiram os "voos da morte" com os quais os opositores, depois de terem sofrido torturas, eram lançados ainda vivos no Oceano Atlântico ou no Rio da Prata. (ANSA).
   

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